Doença Celíaca e Anemia – Dra. Gessie Anne Lopes

19/05/2007 | 13h56  |  Saúde

Dia do Celíaco alerta para a alergia ao glúten

Em média um em cada 300 brasileiros lembram que, provavelmente, desde que nasceram, já não podem se deliciar com um pedaço de pão, uma fatia de bolo, uma macarronada. Desenvolveram doença celíaca, a Enteropatia Glúten-Induzida, ou a alergia à farinha, como é popularmente conhecida como a enfermidade auto-imune que provoca a desorganização do sistema imunológico do intestino delgado, quando o órgão entra em contato com o glúten, uma proteína encontrada nos grãos de trigo e cereais.

O Dia Internacional do Celíaco não tem a função de angariar fundos para combater o mal. Mas, de fazer com que a doença e seus sintomas se tornem conhecidos à população e o diagnóstico correto se torne comum.

Do contrário, é possível que o celíaco passe toda a vida enfrentando as conseqüências do mal, que podem levar à formação de tumores e estados de desnutrição crônica, sem que ele saiba que apenas evitando a ingestão de comidas com glúten é possível controlá-la. À medida que a doença vai se desenvolvendo, as as células do intestino vão se achatando a ponto de nãoabsorverem os nutrientes ingeridos. Com isso, vêm a perda de peso, a anemia e outras complicações que são uma verdadeira bomba-relógio ao organismo. "A osteoporose é uma das conseqüências mais graves ao indivíduo, sem falar do crescimento que é retardado na infância", atesta a gastropediatra e pesquisadora Margarida Antunes.

Os sintomas da doença celíaca variam de dores de barriga, perda de peso, diarréia, anemia, vômito, entre outros, comuns a outras enfermidades, o que pode mascarar a doença. Os primeiros sinais de que a criança é portadora da enfermidade costumam aparecer quando há a transição da alimentação do bebê do leite materno para as tradicionais papinhas, primeiro contato com o glúten. Crianças com parentes celíacos, portadoras de diabetes, de Síndrome de Down (confira quadro com o grupo de risco) devem ser ainda mais observadas.

Leite materno – "Pesquisas já mostram que quanto maior o período de amamentação, menor as chances de a criança desenvolver a doença. A mudança de alimentação deve ocorrrer apenas no sexto mês de nascido, ainda assim, com a continuação da amamentação", revela a gastropediatra.

A especialista alerta que "uma vez celíaco, para sempre celíaco". "Muitos adolescentes desobedecem a dieta e, ao ingerirem novamente o glúten, sentem sintomas leves. Eles acreditam que estão curados, mas não sabem que irão se complicar no futuro".

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s