QUIMIOTERAPIA: ORIENTAÇÕES PARA O TRATAMENTO

O CÂNCER pode ser tratado de várias maneiras. As mais comuns são: a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a imunoterapia.
1 – A Cirurgia é um procedimento para remover o tumor.
2 – A Radioterapia usa uma fonte de energia para destruir as células cancerosas.
3 – A Imunoterapia estimula o organismo a combater o câncer.
4 – A Quimioterapia é o uso de drogas para matar as células cancerosas ou inibir seu crescimento e proliferação.
Estes tratamentos podem ser utilizados independentemente ou combinados uns com os outros. Mas sua ATITUDE em relação à doença e seu tratamento é um dos ingredientes mais importantes para o sucesso.
Algumas formas de quimioterapia incluem comprimidos que são tomados via oral (pela boca), ou substâncias que podem ser injetadas no músculo, na veia, no tecido sub-cutâneo ou ainda diretamente em cavidades ou artérias do corpo. O tipo de droga, o modo e a frequência de administração dependem do tipo de câncer, do estágio em que se encontra e de sua localização. É comum receber vários tipos de medicamentos que agem em conjunto para destruir as células cancerosas.
 Toda célula passa por ciclos para crescimento e produção de novas células. As células cancerosas passam pelo mesmo ciclo, apenas de maneira acelerada e desordenada. A QUIMIOTERAPIA agirá sobre qualquer célula de crescimento rápido (como a cancerosa) e geralmente é dada em vários ciclos para tentar matar o maior número de células cancerosas possível. O que ocorre é que muitas células normais, sadias, também se multiplicam rapidamente, como é o caso das células da medula óssea (local onde o sangue é produzido: o "tutano do osso"), do trato digestivo (desde a boca até o reto), do sitema reprodutor (ovários e testíclos) e das mucosas e couro cabeludo. Estas células são, em geral, atingidas, causando, então, os efeitos colaterias (efeito citotóxico que quer dizer "tóxico para as células"). Desde muito os médicos e cientistas farmacêuticos vêm pesquisando o medicamento quimioterápico ideal, este, atacaria apenas a célula cancerosa, sem atacar as céluas normais evitando assim os efeitos colaterais. Alguns novos medicamentos têm se aproximado muito deste ideal e fazem parte de uma nova classe de quimioterápicos chamados de TERAPIAS ALVO-MOLECULARES (já disponíveis para alguns tipos de câncer e são chamados assim porque vão diretamente ao alvo).

 
 
Efeitos Colaterais (ou Paraefeitos da Quimioterapia ou Radioterapia)
Efeitos colaterais ocorrem quando uma pessoa toma qualquer medicamento – até mesmo um analgésico. No entanto, nem todos medicamentos causam efeitos que podem ser percebidos e os efeitos podem ser diferentes de pessoa para pessoa. No caso da QUIMIOTERAPIA os efeitos dependem do tipo de droga que está sendo administrada, da quantidade da mesma e de como seu organismo reage a ela. O tempo que leva para melhora dos efeitos colaterais e sua intensidade varia muito de pessoa para pessoa. Se você sentir que está sendo difícil suportar os efeitos colaterais da quimioterapia, converse com seu médico! Ele poderá talvez, mudar o esquema, ou a droga quimioterápica, bem como administrar conjuntamente drogas citoprotetoras  ou coadjuvantes que impedem que o efeito colateral aconteça ou diminui muito esse efeito. Mas lembre-se: OS BENEFÍCIOS SEMPRE SUPERARÃO OS EFEITOS COLATERAIS!
 
A partir de agora, você terá a chance, através deste canal, de aprender como melhor lidar com esses efeitos! Caso necessário envie sua pergunta ou dúvida pra meu e-mail que terei o maior prazer em responder e contribuir para o sucesso do seu tratamento: dra.gessieannelopes@hotmail.com
 
 
 

SAÚDE PÚBLICA

Publicação do Inca aponta fatores de risco para a doença e propõe medidas de controle

EPIDEMIOLOGIA DO CÂNCER NO BRASIL – Dados Auais avaliam situação do câncer no Brasil:

Autor(a): DRA. GESSIE ANNE LOPES

Pela primeira vez, um levantamento mostra o panorama geral do câncer no Brasil e aponta os principais desafios para controlar, combater e tratar a doença. Lançada no dia 27 de novembro pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), a publicação Situação do Câncer no Brasil analisa as causas, a incidência e os tipos predominantes de câncer no país. Segundo o Inca, cerca de 140 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil vítimas da doença.
“O objetivo do trabalho é fazer uma análise do problema do câncer no Brasil, de acordo com a política de Câncer do Ministério da Saúde“, explica o diretor geral do Inca, Luiz Antonio Santini. Esse trabalho servirá como apoio para que as secretarias estaduais e municipais do país planejem medidas de controle à doença. “Queremos que os gestores estaduais e municipais, a comunidade acadêmica e os governantes tenham acesso à publicação, para que cada estado saiba mais sobre suas prioridades e quanto poderá investir para atender as demandas da população e a realidade local”, afirma Santini. “Se um município possui um índice alarmante de câncer de pulmão, é necessário reforçar neste local as campanhas para o controle do tabagismo” ,explica. A publicação pode ser acessada no site do Inca (www.inca.gov.br/situacao).
A Situação do Câncer no Brasil se divide em três partes: “Causalidade”, “Ocorrência” e “Ações e Controle”. O tópico “Causalidade” associa a exposição da população aos fatores de risco ao desenvolvimento do câncer. A doença, em parte significativa dos casos, associa-se a hábitos como consumo regular de bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo, má alimentação e obesidade. O aparecimento do câncer também pode estar ligado à exposição ao sol. Trabalhadores que mantém contato mais tempo com agentes cancerígenos presentes em produtos como o amianto e o alumínio também tendem a desenvolver a doença.
O capítulo “Ocorrência” trata da incidência do câncer e dos índices de mortalidade no país. A publicação informa dessa incidência nas populações masculina e feminina. Sobre os homens, entre outros dados, a pesquisa revela que, entre 1979 e 2004, houve aumento de 95,48% na taxa de mortalidade por câncer de próstata. Também cresceu, nos homens, em 54,24% a taxa de mortalidade por câncer de cólon e reto. Nas mulheres, no mesmo período, estatísticas do estudo revelam que cresceu em 96,95% a taxa de mortalidade por câncer de pulmão. Já a taxa de mortalidade por câncer de mama aumentou 38,62%.
O tópico “Ações de Controle” trata de iniciativas para prevenção da doença, das formas de detecção precoce e do rastreamento do câncer, das linhas de cuidado integral e tratamento, formação e educação permanente em oncologia (área da medicina especializada no câncer).
Colo do Útero – O Inca e o Ministério da Saúde lembram que o câncer de colo do útero, um dos que tem maior incidência, pode ser detectado precocemente pelo teste de Papanicolau. O Inca, em parceria com o Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), construiu uma nova versão do Sistema de Informação do Câncer de Colo de Útero (Siscolo), que registra os exames e permite o acompanhamento do estado de saúde das pacientes. Estimativas a partir de estudos nacionais e locais mostram aumento da cobertura na maioria dos casos. Segundo o Inquérito Domiciliar, realizado em 17 capitais e no Distrito Federal, com mulheres de 25 a 59 anos, a cobertura do exame variou de 57% em São Luís a 92,9% em Vitória.
Em relação ao câncer de mama, sabe-se que a capacidade de mamógrafos instalados da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) é suficiente para oferecer a cobertura a pelo menos 50% da população-alvo em todas as regiões brasileiras – o equivalente a 3.842.027 exames. Esse é o índice estabelecido pelo Consenso para o Controle do Câncer de Mama. O país tem capacidade de realizar 5.087.680 mamografias (radiografias da mama) anuais. O grande desafio no momento é organizar toda a rede de atenção à saúde para permitir que essas mulheres consigam ter acesso a esses aparelhos. Para prevenção do câncer de mama, mulheres com idade entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia pelo menos uma vez por ano. Mulheres com histórico de câncer de mama na família precisam, já a partir dos 35 anos, se submeterem ao exame.

Mortalidade – Conforme dados da publicação, o câncer é responsável por cerca de 13,7% das mortes registradas no país. Apenas as doenças circulatórias matam mais (em torno de 27,9% do total de mortes). “A tendência nos países mais desenvolvidos é de que o câncer torne-se a principal causa de morte. Por isso, uma preocupação constante é dar qualidade de vida aos pacientes atendidos no Brasil”, comenta Luiz Antonio Santini.
O levantamento mostra que, no Brasil, geralmente os tumores são diagnosticados em estágio avançado. Pesquisas do Inca realizadas entre 1999 e 2003 revelaram que, nesse período, apenas 3,35% dos casos de câncer de mama receberam diagnóstico no começo da doença. Dos registros de câncer de boca, somente 0,83% aconteceram quando o tumor estava no estágio inicial. O diagnóstico tardio afeta o tratamento e diminui as chances de cura dos pacientes.
O estudo reforça a necessidade de se aumentarem os investimentos em atendimentos e exames para o diagnóstico precoce do câncer. “O grande desafio para o controle do câncer no Brasil está no campo da mobilização social. É preciso garantir a articulação de políticas de saúde com políticas de educação, rompendo preconceitos e quebrando o paradigma de que o câncer é sinônimo de morte”, destaca o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.

Mais dados sobre o câncer no Brasil: 

De 1979 a 2004, a taxa de mortalidade nos homens brasileiros por câncer de:

Próstata aumentou 95,48%
Cólon e reto aumentou 54,24%
Pulmão aumentou 35,03%
Leucemia aumentou 27,96%
Esôfago aumentou 11,52%
Estômago diminuiu 29,36%

De 1979 a 2004, a taxa de mortalidade nas mulheres por câncer de:

Pulmão aumentou 96,95%
Mama aumentou 38,62%
Colón e reto aumentou 38,22%
Leucemia aumentou 20,72%
Colo do útero aumentou 7,04%
Esôfago aumentou 6,49%
Estômago diminuiu 72,85%

Nos países de baixa e média renda, a incidência de alguns tipos de câncer é maior. O câncer que atinge a traquéia, os brônquios e o pulmão, relacionado ao consumo de tabaco, foi o que mais matou nesses países no ano passado, tirando a vida de 770 mil pessoas. O câncer de estômago surge em segundo lugar, com 695 mil vítimas e o de esôfago, em terceiro lugar, surge com 379 mil mortes. A quarta forma mais letal do câncer é o de cólon e reto, com 356 mil vitimas. Em quinto lugar aparece o câncer de mama, com 317 mil mortes registradas. O sexto tipo de câncer mais letal é o de boca e faringe, com 271 mil vitimas.

Dados Atuais de 2008 – Do total de casos novos de câncer estimados para 2009, são esperados 234.570 para o sexo masculino e 237.480 para o sexo feminino. O câncer de pele não-melanoma (116 mil novos casos) é o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores da mama feminina (49 mil), próstata (47 mil), pulmão (27mil), cólon e reto (25 mil), estômago (23 mil) e cólo do útero (19 mil). Os tumores mais incidentes no sexo masculino, excluindo-se o câncer de pele não-melanoma, são os de próstata, pulmão, estômago e colorretal. Nas mulheres, destacam-se os tumores de mama, colo uterino, colorretal e pulmão.

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 

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