Molécula que engana o vírus HIV e faz ele se autodestruir é descoberta.

Tudo Sobre HIV

Mais uma boa notícia para portadores de HIV, não é a cura, mas é animadora.
Um novo e importante passo foi dado por pesquisadores da Universidade de Drexel, nos EUA, que descobriram uma molécula que engana o vírus e faz ele se autodestruir.
A novidade, chamada de Ação Dupla de Inibição Virolítica (DAVEI, na sigla em inglês), combina componentes modificados da imunidade do HIV com uma proteína que faz o vírus abrir mão de sua proteção. Assim, o DAVEI faz com que o HIV disperse seus componentes, como se ele estivesse acoplado a uma célula. O resultado é a destruição do vírus.
Um dos maiores obstáculos das buscas da cura da Aids é o fato do vírus HIV desenvolver rapidamente imunidade em relação aos remédios. A pesquisa pode ser uma das alternativas a quebrar este problema.
Ainda há muita pesquisa para ser desenvolvida em relação a tal descoberta, mas ela…

Ver o post original 25 mais palavras

CLÍNICA Dra. GESSIE ANNE LOPES

_____Clínica de Oncologia e Hematologia

___Dra. Gessie Anne Lopes  
Titular Especialista da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e da SBC-AMB (TECA),
Sociedade Brasileira de Hematologia / Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea.
Graduada e Pósgraduada pela PUCRS ( http://www.pucrs.br ) . Bacharelado em Filosofia pela UFRGS ( http://www.ufrgs.br ).
CNPQ Currículo Sistema Lattes Dra. Gessie Anne Lopes CRM18.767
terapias alvo moleculares
quimioterapia, imunoterapia e hormonioterapia do câncer
avaliações clínicas para cirurgia e radioterapia
equipe multidisciplinar e homecare
transplante de medula óssea
terapias paliativas e manejo clínico da incurabilidade e dor crônica
unimed – convênios – particulares
Gente Centro Médico Integrado / Maimônides Day Hospital
Rua Mal. Floriano Peixoto, 450 – Porto Alegre/RS. Telefone/Fax: (51)3023-8888
Contato para avaliações e acompnhamentos hospitalares: (51) 9981-9115
biotecnologia
CÂNCER DE MAMA – Atualizações
Pesquisas recentes, publicadas em periódicos internacionais, trazem informações conflitantes sobre como tratar o câncer de mama. Enquanto um estudo, divulgado no “Archives of Internal Medicine”, sugere que alguns tumores poderiam regredir espontaneamente, outro, publicado no periódico “Cancer”, indica que a demora para começar a radioterapia depois de cirurgia conservadora (na qual a mama é preservada) pode facilitar o surgimento de um novo tumor.Compararam-se taxas de câncer de mama de 119.472 mulheres de 50 a 64 anos, que realizaram mamografias como parte do rastreamento nacional da Noruega de 1996 e 2001, com dados de 1992 –quando não havia rastreamento– de outras 109.784 mulheres da mesma faixa etária. Observou-se incidência de câncer 22% mais alta no primeiro grupo, o que pode ter ocorrido, segundo os autores, porque alguns cânceres regrediram sem intervenção. Para eles, o curso natural de alguns cânceres pode ser regredir espontaneamente.”Existem relatos esporádicos de regressão espontânea, mas como identificar qual câncer regrediria sozinho?”, indaga a oncologista Maria del Pilar Estevez Diz, do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira. Ela diz que a mortalidade por câncer de mama tem caído principalmente por causa do diagnóstico precoce.Os mastologistas Antonio Frasson, do Hospital Israelita Albert Einstein, e José Luiz Bevilacqua, do Hospital Sírio-Libanês, avaliam que a discussão sobre excesso de diagnósticos e de intervenções que, em tese, seriam desnecessárias é muito atual e importante do ponto de vista populacional, mas tem pouco impacto no tratamento clínico de um paciente.

“No momento em que você detecta uma alteração, você acaba tratando, não espera para ver o que vai acontecer”, afirma Bevilacqua. Ele diz que hoje é possível conhecer o grau de agressividade do tumor –e com isso decidir o tratamento mais adequado–, mas a evolução do paciente ainda é um terreno desconhecido. Pesquisas mostram que em grupos de pacientes que não quiseram tratar tumores de mama in situ (localizado), 40% desenvolveram carcinoma invasor em um período de até 30 anos.

Ele acrescenta que, no caso do carcinoma lobular in situ (lesão que se origina nas glândulas lactíferas e que é considerada um marcador de risco), em geral, não há recomendação de cirurgia porque a probabilidade de se tornar invasor é de 1% ao ano. “Nesses casos, fazemos o controle clínico e a mamografia a cada seis meses.”

Radioterapia

Já a pesquisa que defende a realização de radioterapia logo após a cirurgia conservadora se baseou em 8.000 registros de câncer de mama em mulheres com mais de 65 anos. Dessas, 1.300 começaram o tratamento com atraso e 270 tiveram tratamento incompleto. Pacientes no estágio 1 da doença que atrasaram em oito semanas o início da radioterapia tiveram 1,4 vez mais chance de recorrência.

Aqueles que adiaram a terapia em mais de 12 semanas tiveram quatro vezes mais chances de sofrer de um novo tumor de mama. Quem não realizou todas as sessões do tratamento teve 32% mais risco de morte.

“Sabemos pela literatura médica que, se a paciente não se submete à radioterapia após a cirurgia, o retorno do câncer é de mais de 50%”, explica a mastologista Fabiana Makdissi, do Hospital A. C. Camargo.

Antonio Frasson lembra que a radioterapia não previne o surgimento de novos tumores, mas trata tumores microscópicos que não são detectados.

“Quando eu retardo muito a radioterapia, dou tempo para que lesões microscópicas cresçam.” O ideal, diz Makdissi, é começar a terapia de 20 a 30 dias após a cirurgia. Com ressalvas: pacientem que também precisam de quimioterapia devem terminá-la antes de iniciar outro tratamento.

A radioterapia segue um padrão para a maioria dos casos, sendo realizada durante cerca de 30 sessões, distribuídas entre quatro e seis semanas.

. O cuidado ideal das pacientes com câncer de mama tem se modificado de forma significativa nos últimos anos.
. O ritmo das mudanças tem sido impressionante e ocorreram em praticamente todos os aspectos relacionados com o conhecimento da doença.
. Desde a compreensão molecular, prevenção, rastreamento, detecção precoce, até as áreas comprometidas com o tratamento primário (cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia endócrina, terapias-alvo, tratamentos paliativos e de suporte) passando pelos aspectos relacionados à pesquisa clínica, a evolução foi de uma velocidade espantosa, resultando em melhora terapêutica e melhor qualidade de vida.
. O resultado disto é a necessidade cada vez maior de uma abordagem multidisciplinar. Paralelamente, todos os profissionais comprometidos com o cuidado de pacientes com câncer de mama passam a ser pressionados a permanecer atualizados.

OS 20 MELHORES HOSPITAIS PARA TRATAMENTO EM ONCOLOGIA E HEMATOLOGIA DOS ESTADOS UNIDOS E BRASIL

University-of-Texas-M-D-Anderson 
 reputation (%)                   U.S. News Score
1 64.1 100.0
2 59.8 93.3
3 33.4 66.6
4 27.0 60.8
5 28.6 49.4
6 16.4 47.7
7 13.3 43.5
8 13.0 40.7
9 11.5 39.1
10 7.2 38.7
11 8.1 38.4
12 6.7 37.8
13
Cleveland Clinic
Cleveland, OH
6.8 37.4
14 5.8 36.8
15 8.6 35.6
16 5.5 35.4
17 4.3 33.9
18 4.4 33.6
19 3.3 32.6
20 3.0 32.3

OS 20 MELHORES HOSPITAIS PARA TRATAMENTO EM ONCOLOGIA E HEMATOLOGIA NO BRASIL

HCPA

Hospital de Clínicas de Porto Alegre – HCPA

  

Reputation(%) Score 

 

1

Hospital Albert Einstein
São Paulo, SP

62.1

100.0

 

2

Hospital Sírio-Libanês
São Paulo, SP

61.8

99.3

 

3

Hospital do Instituto Nacional Câncer – INCA
Rio de Janeiro, RJ

52.4

84.3

 

4

Hospital do Câncer A.C. Camargo – Fundação Antonio Prudente
São Paulo, SP

47.0

75.6

 

5

Hospital de Clínicas de Curitiba – Universidade Fedederal do Paraná
Curitiba, PR

45.6

 73.4

 

6

Hospital de Clínicas de São Paulo – USP

Sáo Paulo – SP

44.4

71.4

 

7

Hospital Santa Rita – Santa Casa de Porto Alegre – Universidade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre
Porto Alegre, RS

43.3

69.7

 

8

Hospital de Clínicas de Belo Horizonte – Universidade Federal de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

42.0

67.6

 

9

Hospital Mãe de Deus
Porto Alegre , RS

35.5

57.1

 

10

Hospital Moinhos de Vento
Porto Alegre, RS

35.1

56.2

 

11

Hospital do Câncer

Barretos, SP

30.2

53.4

 

12

 Hospital de Clínicas de Porto Alegre – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Porto Alegre, RS

30.0

51.8

 

13

Hospital do CEPON – Centro de Pesquisas Oncológicas 

Florianópolis, SC

29.5

49.9

 

14

Hospital Português da Bahia – Centro de Oncologia e Hematologia – 

Salvador, BA

5.8

36.8

 

15

Hospital do Câncer de Pernambuco 

Recife, PE

8.6

35.6

 

16

 Hospital Samaritano – Centro de Oncologia e Hematologia

Rio de Janeiro, RJ

5.5

35.4

 

17

 Instituto do Câncer do Ceará 

 Fortaleza, CE

4.3

33.9

 

18

 Hospital Universitário de Londrina 

Londrina, PR

4.4

33.6

 

19

 Hospital Universitário Getúlio Vargas 

Manaus, AM

3.3

32.6

 

20

 Hospital de Clínicas Gaspar Viana –

Belém, PA

3.1                           

 31.8

 

 

Nota Importante: Os demais Hospitais estão sendo avaliados e serão publicados em breve nesta lista, incluindo instituições do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, podendo a classificação ser por isso alterada. A importância de Serviços de Radioterapia, Quimioterapia , Transplante de Medula Óssea e Células Tronco, Equipe Cirurgia Oncológica e Serviços Complementares de Diagnóstico e Terapia, incluindo nestes, por exemplo, toda a estrutura multidisciplinar, medicina muclear, PET-CT, Pesquisa Científica entre outras são levados em consideração na avaliação e obtenção do escore para classificação.

  NOVOS HOSPITAIS TERÃO TRATAMENTO INTEGRAL AOS DOENTES DE CÂNCER PELO SUS


MS amplia tratamento integral aos doentes de câncer
Portaria habilita 11 novos hospitais em sete estados. Com isso, todos estados, exceto Roraima, passam a ter, pelo menos, um hospital habilitado na área
O Ministério da Saúde publica nesta sexta-feira (13) uma portaria que reforça que o doente de câncer tem que ter tratamento integrado da doença nos hospitais habilitados na área de oncologia. O documento também atualiza as já existentes 231 habilitações hospitalares no tratamento do câncer e credencia, na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), 11 novos hospitais em sete estados. Com essa política, o MS facilita a vida do paciente de câncer, que encontrará nessas unidades desde um exame até cirurgias mais complexas.
A habilitação de um hospital em oncologia significa que ele realiza também duas modalidades do tratamento de cânceres: a cirurgia e a quimioterapia, no mínimo, sendo o serviço de radioterapia, quando existente, devidamente especificado na habilitação. Com a portaria, serão beneficiados os municípios de Salvador (BA), Anápolis (GO), Betim (MG), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Arapongas (PR), Curitiba (PR), Umuarama (PR), Natal (RN), São José dos Campos (SP) e São Paulo (SP). Com a publicação desse documento, todos os estados brasileiros – exceto Roraima – passam a ter, pelo menos, um hospital habilitado em oncologia.
No país, o Ministério da Saúde já habilitou 242 unidades que incluem 258 estabelecimentos de saúde. Desde setembro de 1998, o MS vem organizando a assistência aos doentes de câncer no país. Desde então, foram publicadas portarias sobre a organização do SUS para os tratamentos especializados de alta complexidade, mas que nem sempre abarcavam a integralidade que o diagnóstico e o tratamento do câncer exigem.
A partir da Portaria 513, de 26 de setembro de 2007, o MS passou a não mais habilitar novos serviços isolados de radioterapia ou de quimioterapia, com o intuito de oferecer ao paciente um atendimento integral, que só é viável dentro de um hospital, com uma estrutura de serviços gerais e especializados. Esses hospitais, dependendo do seu grau de complexidade estrutural e funcional, passaram a ser habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) ou Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). Depois disso, com a Portaria 146, de março de 2008, os serviços isolados continuaram na Rede de Atenção Oncológica dos estados que deles dispunham, mas com uma autorização temporária que venceu em fevereiro deste ano.
O objetivo do MS era acabar com os serviços isolados, mas, como essas unidades de saúde ainda não tinham condições de se habilitarem como Unacon ou Cacon, o ministério, em conformidade com as respectivas secretarias municipais e estaduais de saúde, está dando mais um prazo para que eles se adequem e se mantenham na rede. Com isso, foi criada na portaria 146 (que está sendo revogada pela atual portaria) a figura do Complexo Hospitalar. Com ele, é possível que diferentes serviços isolados de radioterapia ou de quimioterapia indicados por essas secretarias se integrem ao atendimento já realizado em hospitais.
“É internacionalmente reconhecido que o desenvolvimento do diagnóstico e do tratamento do câncer exige profissionais experientes e estabelecimentos de saúde com estrutura adequada. Organizar um sistema de saúde para cobrir todas essas variadas ações é, igualmente, uma tarefa complexa e contínua, e a organização do atendimento na alta complexidade da Rede de Atenção Oncológica, objeto dessa nova Portaria da SAS, é uma das etapas dessa tarefa”, explica Inez Gadelha, da coordenação-geral de Alta Complexidade, do Ministério da Saúde.ATENDIMENTO – Atualmente, a rede de atenção oncológica é formada por hospitais habilitados, como Unacon ou Cacon, e aqueles habilitados como Hospital Geral com Cirurgia Oncológica (que só realizam as cirurgias, não têm a condição de realizar os outros tratamentos). Quando os hospitais habilitados como Unacon e Cacon de um estado não conseguem atender a toda a demanda de cirurgias, eles são habilitados como sendo de Cirurgia Oncológica, com o compromisso de evoluírem em sua organização estrutural e funcional para atingirem a condição de habilitação como, pelo menos, Unacon. Por isso eles são apenas nove em todo o país.
Além disso, continuam oferecidos serviços isolados de radioterapia ou de quimioterapia, que têm a obrigação de se conveniar com um hospital, para o atendimento de internação de seus doentes, quando se faz necessário, até que se integrem definitivamente a um hospital com vistas à habilitação deste como, no mínimo, Unacon. A organização do acesso e dos atendimentos entre esses estabelecimentos de prestação parcial de serviços são definidos e regulados pelas respectivas secretarias de saúde.
Estima-se que, em 1999, 156 mil doentes receberam quimioterapia no país. Em 2008, esse número já ultrapassava 251 mil – o que representa um crescimento de 60,89% no número anual de pacientes atendidos nessa modalidade. Nesse mesmo período, o Ministério da Saúde investiu em tratamento especializado do câncer (cirurgia oncológica, radioterapia, quimioterapia e iodoterapia) valor que passou de R$ 470,48 milhões (1999) para R$ 1,37 bilhão (2008), sem contabilizar os R$ 337,8 milhões gastos, em 2008, com procedimentos cirúrgicos de câncer realizados fora dos hospitais habilitados em Oncologia.

Hospitais habilitados:

  • Salvador (BA) -Hospital Martagão Gesteira
  • Anápolis (GO)* – Hospital Evangélico Anápolis
  • Betim (MG) – Hospital Professor Oswaldo R. Franco
  • Campina Grande (PB) – Hospital Universitário Alcides Carneiro
  • João Pessoa (PB)* – Hospital São Vicente de Paula
  • Arapongas (PR) – Hospital Regional João de Freitas
  • Curitiba (PR)* – Hospital São Vicente
  • Umuarama (PR)* – Hospital Geral Nossa Senhora Aparecida
  • Natal (RN)* – Hospital do Coração de Natal
  • São José dos Campos (SP)* – Centro de Tratamento Fabiana Macedo de Morais
  • São Paulo (SP) – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

DOR RELACIONADA AO CÂNCER – CONCEITO DE DOR (Dra. Gessie Anne Lopes)

"A DOR E O PRAZER SÃO SIMPLES IDÉIAS IMPOSSÍVEIS DE SEREM DEFINIDAS." (Burke)
 
A dor é um sintoma táo antigo quanto a própria humanidade. Para o homem primitivo, somente a dor de causa exógena (feridas, traumatismos) se justifica. A dor oriunda de enfermidades adquiriam conotaçóes mágicas. Nas civilizaçóes antigas, como a assíria-babilónia e a egípcio-hebráica, o conceito de dor adquiriu uma conotaçáo religiosa. Acreditavam eles serem a dor uma intoxicaçáo pelos espíritos malignos, ou um castigo divino resultado de pecados cometidos. A primeira citaçáo em que se visulaizava um componente emocional surgiu dos hindus e budistas, os quais acreditavam ser a dor uma frustraçáo de desejos insatisfeitos. Apesar de os gregos defenderem a idéia organicista, em que o cérebro era o centro das razóes e sensaçóes, foi a teoria de Aristóteles que permaneceu por 23 séculos – ele defendia que o estímulo nocivo se deslocava da pele até o coraçáo pelo sangue, mostrando ser mais um sentimento que uma sensaçáo. O equilíbrio entre as duas tendéncias acima descritas foi encontrado por alguns neurologistas (Elardy, Wolff, Beecher) os quais reconheceram dois componentes importantes da dor. O primeiro estaria relacionado com a estimulaçáo das terminaçóes nervosas, classificado como sensaçáo, mas que náo estaria separado de um segundo componente, o estado emocional do indivíduo.
A DOR É UMA CONDIÇÁO QUE POSSUÍ DIMENSÓES FISIOLÓGICAS, PSICOLÓGICAS, EMOCIONAIS E AFETIVAS. É importante náo esquecermos a associaçáo da dor à idéia comum de que ela é desagradável e que gera uma expectativa de dano tecidual. Foi o reconhecimento desses componentes por vários autores base para elaborçáo de uma dfiniçáo de dor pela Sociedade Internacional para o Estudo da Dor (IASP). Assim ficou definida:
 
"A DOR É UMA EXPERIÉNCIA SENSORIAL E EMOCIONAL DESAGRADÁVEL, ASSOCIADA COM DANO TISSULAR REAL OU POTENCIAL, OU DESCRITO EM TERMOS DESSE DANO".
 
A dor, portanto, realmente produz dano tecidual, e sem nehuma dúvida é uma sensaçáo em alguma regiáo do corpo, sempre desagradável, sendo por isso uma experiéncia emocinal, diferente de outras sensaçóes, como a disestesia (sensaçóes anormais desagradáveis). É importante distinguirmos a dor expressa por uma pessoa quando náo sofre dano tecidual daquela dor em que ocorre dano. Se nos dois casos as experiéncias sáo referidas como dor e se comunicam da mesma forma, a dor sem dano tecidual deve ser aceita como verdadeira. Isso ocorre por razóes psicológicas – A DOR É SEMPRE UM ESTADO PSICOLÓGICO.
A dor, semelhante ao tato, visáo, olfato ou audiçáo, náo necessita nehuma experiéncia anterior para senti-la. A primeira experiéncia em que ocorra dano tecidual será sempre dolorosa e faz parte do equilíbrio homeostático do corpo humano –  dor é um mecanismo que nos protege e nos mantém íntegros fisicamente.
Com essas evidéncias em mente, devemos  sempre lembrar que a expressáo de dor do neonato e da criança pode se manifestar pelas alteraçóes de comportamento. A valorizaçáo da dor deve ser dada pela capacidade individual de expressáo, seja essa pessoa uma criança, um adulto ou um incapacitado.

NOVOS TRATAMENTOS PARA O CÂNCER DE FÍGADO (Dra. Gessie Anne Lopes)

Entre as doenças hepáticas, o câncer de fígado (hepatocarcinoma) é a complicação mais grave e frequente, principalmente nos portadores de cirrose (na maioria dos casos relacionada à evolução das hapatites alcóolicas ou infecciosas). Alguns procedimentos de Radiologia Intervencionista, como a quimioembolização e a ablação por radiofrequência vem revolucionando o tratamento com excelentes resultados. A especialidade se caracteriza por procedimentos médicos minimamente invasivos e menos agressivos ao paciente, proporcionando uma recuperaçào bem menos dolorosa e um rápido retorno as atividades.
A técnica de quimioembolização hepática consiste em reduzir o tamanho do tumor e os sintomas, melhorando a qualidade e aumentando a sobrevida do paciente. Por meio de uma pequena incisão de 2mm na virilha, é introduzido um catéter com uma combinaçào de medicaçòes quimioterápicas diretamente nos vasos hepáticos que nutrem o tumor para destruir as células cancerígenas. No local, também sào injetadas micropartículas para bloquear as artérias que nutrem o tumor. Todo processo é feito por meio do cateterismo dos vaos hepáticos e nào desencadeia dor, pois dnetro dos vaso sanguíneos nào existem terminais sensitivos perceptíveis a este estímulo. Daí a denominaçào deste tipo d eprocedimento como Minimamente Invasivo.
Já a ablaçào por radiofrequência destrói o tumor diretamente. O método consiste em um pequeno corte na parede lateral direita da parte superior do abodômem aonde se encontra o fígado para introduçào de uma agulha que, ao penetrar no tumor, emite ondas de radiofrequência  – estímulo semelhante ao forno de microondas – que fritam as células cancerosas. Após o tratamento, a agulha é retirada e o paciente tem uma rápida recuperaçào.
Todos os procedimentos sào monitorados por aparelhos de última geraçào e com altíssima definiçào de imagem. Quando diagnosticado precocemente, as possibilidades de cura sào sempre  maiores. Além de proporcionar mais bem-estar para o paciente, pela sua menos agressividade, o procedimento é uma forma de conter o tumor, evitando que ele se espalhe para outras áreas através do sistema linfático ou sanguíneo. Esse tipo de câncer é agressivo e pode progredir com facilidade para outros orgàos, impedindo a chance de cura da doença. Por isso, é preciso atençào para o problema, pois a maioria dos casos pode nào apresentar sintomas até que o tumor do cresça  e se alastre pelo organismo.
Quanto à doença metastática hepática relacionada ao câncer colorretal avançado atualmente o tratamento muldisciplinar englobando a poliquimioterapia neoadjuvante ou adjuvante ao tratamento cirúrgico em esquemas com novos quimioterápicos que envolvem a oxaliplatina e o irinotecano, bem como anticorpos monoclonais alvo-terapêuticos adicionados à esses esquemas, tais como o bevacizumabe e o cetuximabe (este ultimo apenas indicado nos tumores com o exame de K-RAS não mutante ou selvagem) tem resultados promissores tornando-se em algumas instituições de excelência a conduta standart para  tratamento. A indicação ao tratamento cirúrgico não exclui os pacientes por número de lesóes tumorais no fígado, mas sabe-se que quanto menor o número de lesóes e sua localizaçáo em relaçáo ao segmentos hepáticos após o tratamento quimioterápico indutivo (neoadjuvante) poderá influenciar enormemente o prognóstico e no objetivo de cura! Sim, cura! Agora, com as novas drogas quimioterápicas disponíveis e o avanço na cirurgia oncológica hepática, é possível objetivar a cura destes pacientes antes desenganados pelo diagnóstico de lesóes metastáticas hepáticas. Até mesmo linfonodos metastáticos hilares podem ser ressecados durante a cirurgia complementando o tratamento, mas sabe-se que se presentes, principalmete do 2 e do 3 nível (celíacos e periportais) o prognóstico piora drasticamente. O estagiamento clínico nestes casos é um fator imprescindível antes do início do tratamento incluindo exames de tomografia computadorizada, ressonáncia nuclear magnética e PET-scan para que se possa excluir tumores metastáticos em outros locais, mas que segundo os cirurgióes mais otimistas, dependendo da localizaçáo e tamanho, também seriam alvo de exérese cirurgica e tratamento quimioterápico neo e/ou adjuvantes com intençáo curativa. Agora, inauguramos uma nova era no tratamento de paciente com tumores metastáticos hepáticos: A CURA PODE SER POSSÍVEL!

Oncologia Gastrointestinal – Metástases Hepáticas de Câncer Colo-Retal Avanços para Ressecabilidade Cirúrgica

Data: 15/09/2009

Local: Hospital Moinhos de Vento – Anfiteatro Schewster Hilda Sturm – 4° andar do bloco hospitalar

Público-alvo: Cirurgiões do Aparelho Digestivo, Cirurgiões Oncológicos, Colo-proctologistas, Cirurgiões Gerais, Gastroenterologistas, Endoscopistas, Oncologistas Clínicos e Radioterapeutas.

Realização: Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento 
      Dr. Sérgio Roithmann 
      Dr. Rui Weschenfelder


Programa:

19h – Estratégias Cirúrgicas
Palestrante: Dr. Paulo Herman
Professor Livre-Docente de Cirurgia do Aparelho Digestivo da USP

19h35min – Estratégicas Clínicas
Palestrante: Dr. Frederico Costa
Oncologista Clínico do Hospital Sírio-Libanês

20h10min – Discussão de Casos Clínicos
Dr. Rui Weschenfelder
Oncologista Clínico do Hospital Moinhos de Vento

Moderador
Dr. Antonio Noccchi Kalil
Professor de Cirurgia da UFCSPA

Debatedores
Dr. Alessandro Bersch Osvaldt
Cirurgião do Aparelho Digestivo do HCPA
Dr. Sérgio Roithmann
Chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento

Doença Celíaca e Anemia – Dra. Gessie Anne Lopes

19/05/2007 | 13h56  |  Saúde

Dia do Celíaco alerta para a alergia ao glúten

Em média um em cada 300 brasileiros lembram que, provavelmente, desde que nasceram, já não podem se deliciar com um pedaço de pão, uma fatia de bolo, uma macarronada. Desenvolveram doença celíaca, a Enteropatia Glúten-Induzida, ou a alergia à farinha, como é popularmente conhecida como a enfermidade auto-imune que provoca a desorganização do sistema imunológico do intestino delgado, quando o órgão entra em contato com o glúten, uma proteína encontrada nos grãos de trigo e cereais.

O Dia Internacional do Celíaco não tem a função de angariar fundos para combater o mal. Mas, de fazer com que a doença e seus sintomas se tornem conhecidos à população e o diagnóstico correto se torne comum.

Do contrário, é possível que o celíaco passe toda a vida enfrentando as conseqüências do mal, que podem levar à formação de tumores e estados de desnutrição crônica, sem que ele saiba que apenas evitando a ingestão de comidas com glúten é possível controlá-la. À medida que a doença vai se desenvolvendo, as as células do intestino vão se achatando a ponto de nãoabsorverem os nutrientes ingeridos. Com isso, vêm a perda de peso, a anemia e outras complicações que são uma verdadeira bomba-relógio ao organismo. "A osteoporose é uma das conseqüências mais graves ao indivíduo, sem falar do crescimento que é retardado na infância", atesta a gastropediatra e pesquisadora Margarida Antunes.

Os sintomas da doença celíaca variam de dores de barriga, perda de peso, diarréia, anemia, vômito, entre outros, comuns a outras enfermidades, o que pode mascarar a doença. Os primeiros sinais de que a criança é portadora da enfermidade costumam aparecer quando há a transição da alimentação do bebê do leite materno para as tradicionais papinhas, primeiro contato com o glúten. Crianças com parentes celíacos, portadoras de diabetes, de Síndrome de Down (confira quadro com o grupo de risco) devem ser ainda mais observadas.

Leite materno – "Pesquisas já mostram que quanto maior o período de amamentação, menor as chances de a criança desenvolver a doença. A mudança de alimentação deve ocorrrer apenas no sexto mês de nascido, ainda assim, com a continuação da amamentação", revela a gastropediatra.

A especialista alerta que "uma vez celíaco, para sempre celíaco". "Muitos adolescentes desobedecem a dieta e, ao ingerirem novamente o glúten, sentem sintomas leves. Eles acreditam que estão curados, mas não sabem que irão se complicar no futuro".

QUIMIOTERAPIA: ORIENTAÇÕES PARA O TRATAMENTO

O CÂNCER pode ser tratado de várias maneiras. As mais comuns são: a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a imunoterapia.
1 – A Cirurgia é um procedimento para remover o tumor.
2 – A Radioterapia usa uma fonte de energia para destruir as células cancerosas.
3 – A Imunoterapia estimula o organismo a combater o câncer.
4 – A Quimioterapia é o uso de drogas para matar as células cancerosas ou inibir seu crescimento e proliferação.
Estes tratamentos podem ser utilizados independentemente ou combinados uns com os outros. Mas sua ATITUDE em relação à doença e seu tratamento é um dos ingredientes mais importantes para o sucesso.
Algumas formas de quimioterapia incluem comprimidos que são tomados via oral (pela boca), ou substâncias que podem ser injetadas no músculo, na veia, no tecido sub-cutâneo ou ainda diretamente em cavidades ou artérias do corpo. O tipo de droga, o modo e a frequência de administração dependem do tipo de câncer, do estágio em que se encontra e de sua localização. É comum receber vários tipos de medicamentos que agem em conjunto para destruir as células cancerosas.
 Toda célula passa por ciclos para crescimento e produção de novas células. As células cancerosas passam pelo mesmo ciclo, apenas de maneira acelerada e desordenada. A QUIMIOTERAPIA agirá sobre qualquer célula de crescimento rápido (como a cancerosa) e geralmente é dada em vários ciclos para tentar matar o maior número de células cancerosas possível. O que ocorre é que muitas células normais, sadias, também se multiplicam rapidamente, como é o caso das células da medula óssea (local onde o sangue é produzido: o "tutano do osso"), do trato digestivo (desde a boca até o reto), do sitema reprodutor (ovários e testíclos) e das mucosas e couro cabeludo. Estas células são, em geral, atingidas, causando, então, os efeitos colaterias (efeito citotóxico que quer dizer "tóxico para as células"). Desde muito os médicos e cientistas farmacêuticos vêm pesquisando o medicamento quimioterápico ideal, este, atacaria apenas a célula cancerosa, sem atacar as céluas normais evitando assim os efeitos colaterais. Alguns novos medicamentos têm se aproximado muito deste ideal e fazem parte de uma nova classe de quimioterápicos chamados de TERAPIAS ALVO-MOLECULARES (já disponíveis para alguns tipos de câncer e são chamados assim porque vão diretamente ao alvo).

 
 
Efeitos Colaterais (ou Paraefeitos da Quimioterapia ou Radioterapia)
Efeitos colaterais ocorrem quando uma pessoa toma qualquer medicamento – até mesmo um analgésico. No entanto, nem todos medicamentos causam efeitos que podem ser percebidos e os efeitos podem ser diferentes de pessoa para pessoa. No caso da QUIMIOTERAPIA os efeitos dependem do tipo de droga que está sendo administrada, da quantidade da mesma e de como seu organismo reage a ela. O tempo que leva para melhora dos efeitos colaterais e sua intensidade varia muito de pessoa para pessoa. Se você sentir que está sendo difícil suportar os efeitos colaterais da quimioterapia, converse com seu médico! Ele poderá talvez, mudar o esquema, ou a droga quimioterápica, bem como administrar conjuntamente drogas citoprotetoras  ou coadjuvantes que impedem que o efeito colateral aconteça ou diminui muito esse efeito. Mas lembre-se: OS BENEFÍCIOS SEMPRE SUPERARÃO OS EFEITOS COLATERAIS!
 
A partir de agora, você terá a chance, através deste canal, de aprender como melhor lidar com esses efeitos! Caso necessário envie sua pergunta ou dúvida pra meu e-mail que terei o maior prazer em responder e contribuir para o sucesso do seu tratamento: dra.gessieannelopes@hotmail.com
 
 
 

SAÚDE PÚBLICA

Publicação do Inca aponta fatores de risco para a doença e propõe medidas de controle

EPIDEMIOLOGIA DO CÂNCER NO BRASIL – Dados Auais avaliam situação do câncer no Brasil:

Autor(a): DRA. GESSIE ANNE LOPES

Pela primeira vez, um levantamento mostra o panorama geral do câncer no Brasil e aponta os principais desafios para controlar, combater e tratar a doença. Lançada no dia 27 de novembro pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), a publicação Situação do Câncer no Brasil analisa as causas, a incidência e os tipos predominantes de câncer no país. Segundo o Inca, cerca de 140 mil pessoas morrem todos os anos no Brasil vítimas da doença.
“O objetivo do trabalho é fazer uma análise do problema do câncer no Brasil, de acordo com a política de Câncer do Ministério da Saúde“, explica o diretor geral do Inca, Luiz Antonio Santini. Esse trabalho servirá como apoio para que as secretarias estaduais e municipais do país planejem medidas de controle à doença. “Queremos que os gestores estaduais e municipais, a comunidade acadêmica e os governantes tenham acesso à publicação, para que cada estado saiba mais sobre suas prioridades e quanto poderá investir para atender as demandas da população e a realidade local”, afirma Santini. “Se um município possui um índice alarmante de câncer de pulmão, é necessário reforçar neste local as campanhas para o controle do tabagismo” ,explica. A publicação pode ser acessada no site do Inca (www.inca.gov.br/situacao).
A Situação do Câncer no Brasil se divide em três partes: “Causalidade”, “Ocorrência” e “Ações e Controle”. O tópico “Causalidade” associa a exposição da população aos fatores de risco ao desenvolvimento do câncer. A doença, em parte significativa dos casos, associa-se a hábitos como consumo regular de bebidas alcoólicas, tabagismo, sedentarismo, má alimentação e obesidade. O aparecimento do câncer também pode estar ligado à exposição ao sol. Trabalhadores que mantém contato mais tempo com agentes cancerígenos presentes em produtos como o amianto e o alumínio também tendem a desenvolver a doença.
O capítulo “Ocorrência” trata da incidência do câncer e dos índices de mortalidade no país. A publicação informa dessa incidência nas populações masculina e feminina. Sobre os homens, entre outros dados, a pesquisa revela que, entre 1979 e 2004, houve aumento de 95,48% na taxa de mortalidade por câncer de próstata. Também cresceu, nos homens, em 54,24% a taxa de mortalidade por câncer de cólon e reto. Nas mulheres, no mesmo período, estatísticas do estudo revelam que cresceu em 96,95% a taxa de mortalidade por câncer de pulmão. Já a taxa de mortalidade por câncer de mama aumentou 38,62%.
O tópico “Ações de Controle” trata de iniciativas para prevenção da doença, das formas de detecção precoce e do rastreamento do câncer, das linhas de cuidado integral e tratamento, formação e educação permanente em oncologia (área da medicina especializada no câncer).
Colo do Útero – O Inca e o Ministério da Saúde lembram que o câncer de colo do útero, um dos que tem maior incidência, pode ser detectado precocemente pelo teste de Papanicolau. O Inca, em parceria com o Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), construiu uma nova versão do Sistema de Informação do Câncer de Colo de Útero (Siscolo), que registra os exames e permite o acompanhamento do estado de saúde das pacientes. Estimativas a partir de estudos nacionais e locais mostram aumento da cobertura na maioria dos casos. Segundo o Inquérito Domiciliar, realizado em 17 capitais e no Distrito Federal, com mulheres de 25 a 59 anos, a cobertura do exame variou de 57% em São Luís a 92,9% em Vitória.
Em relação ao câncer de mama, sabe-se que a capacidade de mamógrafos instalados da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) é suficiente para oferecer a cobertura a pelo menos 50% da população-alvo em todas as regiões brasileiras – o equivalente a 3.842.027 exames. Esse é o índice estabelecido pelo Consenso para o Controle do Câncer de Mama. O país tem capacidade de realizar 5.087.680 mamografias (radiografias da mama) anuais. O grande desafio no momento é organizar toda a rede de atenção à saúde para permitir que essas mulheres consigam ter acesso a esses aparelhos. Para prevenção do câncer de mama, mulheres com idade entre 50 e 69 anos devem realizar a mamografia pelo menos uma vez por ano. Mulheres com histórico de câncer de mama na família precisam, já a partir dos 35 anos, se submeterem ao exame.

Mortalidade – Conforme dados da publicação, o câncer é responsável por cerca de 13,7% das mortes registradas no país. Apenas as doenças circulatórias matam mais (em torno de 27,9% do total de mortes). “A tendência nos países mais desenvolvidos é de que o câncer torne-se a principal causa de morte. Por isso, uma preocupação constante é dar qualidade de vida aos pacientes atendidos no Brasil”, comenta Luiz Antonio Santini.
O levantamento mostra que, no Brasil, geralmente os tumores são diagnosticados em estágio avançado. Pesquisas do Inca realizadas entre 1999 e 2003 revelaram que, nesse período, apenas 3,35% dos casos de câncer de mama receberam diagnóstico no começo da doença. Dos registros de câncer de boca, somente 0,83% aconteceram quando o tumor estava no estágio inicial. O diagnóstico tardio afeta o tratamento e diminui as chances de cura dos pacientes.
O estudo reforça a necessidade de se aumentarem os investimentos em atendimentos e exames para o diagnóstico precoce do câncer. “O grande desafio para o controle do câncer no Brasil está no campo da mobilização social. É preciso garantir a articulação de políticas de saúde com políticas de educação, rompendo preconceitos e quebrando o paradigma de que o câncer é sinônimo de morte”, destaca o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.

Mais dados sobre o câncer no Brasil: 

De 1979 a 2004, a taxa de mortalidade nos homens brasileiros por câncer de:

Próstata aumentou 95,48%
Cólon e reto aumentou 54,24%
Pulmão aumentou 35,03%
Leucemia aumentou 27,96%
Esôfago aumentou 11,52%
Estômago diminuiu 29,36%

De 1979 a 2004, a taxa de mortalidade nas mulheres por câncer de:

Pulmão aumentou 96,95%
Mama aumentou 38,62%
Colón e reto aumentou 38,22%
Leucemia aumentou 20,72%
Colo do útero aumentou 7,04%
Esôfago aumentou 6,49%
Estômago diminuiu 72,85%

Nos países de baixa e média renda, a incidência de alguns tipos de câncer é maior. O câncer que atinge a traquéia, os brônquios e o pulmão, relacionado ao consumo de tabaco, foi o que mais matou nesses países no ano passado, tirando a vida de 770 mil pessoas. O câncer de estômago surge em segundo lugar, com 695 mil vítimas e o de esôfago, em terceiro lugar, surge com 379 mil mortes. A quarta forma mais letal do câncer é o de cólon e reto, com 356 mil vitimas. Em quinto lugar aparece o câncer de mama, com 317 mil mortes registradas. O sexto tipo de câncer mais letal é o de boca e faringe, com 271 mil vitimas.

Dados Atuais de 2008 – Do total de casos novos de câncer estimados para 2009, são esperados 234.570 para o sexo masculino e 237.480 para o sexo feminino. O câncer de pele não-melanoma (116 mil novos casos) é o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores da mama feminina (49 mil), próstata (47 mil), pulmão (27mil), cólon e reto (25 mil), estômago (23 mil) e cólo do útero (19 mil). Os tumores mais incidentes no sexo masculino, excluindo-se o câncer de pele não-melanoma, são os de próstata, pulmão, estômago e colorretal. Nas mulheres, destacam-se os tumores de mama, colo uterino, colorretal e pulmão.